
Pesquisas recentes revelaram que os cães não são apenas os melhores amigos do homem, mas sim , são os melhores amigos da evolução do Homo Sapiens. Cientistas afirmam que a domesticação dos cães se deu nos primórdios do surgimento da espécie e ajudou a moldar a humanidade de hoje.
O pesquisador Paul Tacon esclarece: Os efeitos da coabitação com os cães na psicologia, nas práticas de caça e na vida social dos humanos devem ter sido profundos. Um exemplo disso é a caça de grandes animais, que não tem evidências conclusivas em grupos antes do Homo Sapiens. Mas esse tipo de comportamento é usual em humanos modernos e em cães. A associação entre as duas espécies pode ter passado aos humanos a capacidade de cooperação e a alta sociabilidade canina necessárias para esse tipo de atividade.
Hábitos que aprendemos com os cães:
O embaraçoso hábito canino de marcar seu território com urina também pode ter tido um filhote inusitado: a arte humana – Os primatas não urinam nas paredes demarcando território.
A própria amizade entre pessoas do mesmo sexo e idade, tipicamente humana, é outra amostra da influência canina. Existem fortes laços entre pares de lobos, cães e humanos do mesmo sexo, o que não acontece com a maioria dos outros primatas. Esse conceito de companheirismo pode ter sido fundamental para a expansão humana. Nossa relação com esses seres é muito especial. O nosso amigo canino nos dá suporte emocional e cria laços e vínculos com toda nossa família.
O que sem dúvida nos atraiu nos cães foi à facilidade que eles têm de manter um contato social e ligações com os seres humanos.
Cães são inestimáveis. Eles sempre vão estar ao lado dos humanos como: animais de estimação ou guardiões, sendo utilizados pela polícia e por equipes de resgate ao redor do mundo. E por que trabalham com humanos de forma brilhante, são muitas vezes vistos como parceiros. Sejam de pastoreio, guias de deficientes, de salvamento, o papel deles em nossas vidas é fundamental.
Cães são utilizados pela polícia em várias atividades, desde farejar drogas até perseguir criminosos.
OS CÃES DE POLÍCIA
Em outros Países, o cão para se tornar um cão de Polícia, tem que seguir um padrão e um programa de treinamento para estar apto ao serviço.
Na Suécia, por exemplo, ele tem que ter acima de 17 meses, ser aprovado na prova de obediência que compreende 14 exercícios, localização de objetos em 1500 metros, tendo 40 minutos para a localização, localizar 4 objetos pequenos em uma metragem , na qual chamam de cena de crime (50mx50m), tendo 10 minutos para localização e a prova de guarda e proteção.
O efetivo de cães do País, está em torno de 367 animais, divididos em patrulha, narcóticos, explosivos, salvamento em água e avalanche(cães de resgate e salvamento).
Já na Noruega, o cão tem que ter acima de 24 meses, e passar nos seguintes exercícios:
Obediência – 6 exercícios,
Localização de pessoas de dia e de noite.
Localizar no máximo em 2 horas, em um percurso de 2000 metros, 3 artigos menores do que uma caixa de fósforo; o mínimo para aprovação é encontrar um objeto em menos de 40 minutos.
Cena de crime – 30mx30m – 4 objetos em 10 minutos.
Guarda e proteção.
O efetivo de cães está em torno de 182 animais.
PADRÃO DE INDÚSTRIA
DOS CÃES
O Padrão de Indústria é aquele que dita o regimento a ser seguido pelas demais associações, para a certificação de Cães K-9; é determinado através das associações de K-9 nacionais como por exemplo a N.A.S.A.R. (Associação Nacional de Busca e Salvamento), a N.A P.W.D.A. (Associação Norte Americana de Cães de Trabalho), como também pelas agências estatais - P.O.S.T. E. (Padrão Oficial de Paz e Treinamento). Abaixo dessas associações nacionais, encontram-se as pequenas associações regionais, onde devem seguir os padrões mínimos exigidos pelas Nacionais.
O princípio legal dessas associações Nacionais é a padronização dos treinamentos, afim da certificação de cães K-9. Obviamente é impossível treinar ou certificar cães K-9, sem uma padronização.
O treinamento básico tem que ter de 208 a 416 horas com um mínimo de 4 horas por semana. Tudo isso determinado pelas 3 maiores associações nacionais caninas, USPCA (Associação K-9 dos Estados Unidos), NAPWDA (Associação Policial Norte Americana de Cães de Trabalho), NPCA (Associação K-9 Nacional).
A certificação dos cães é anual, tendo em vista que se o cão apresentar algum problema quanto a efetividade de trabalho, volta para a escola.
Um outro quesito verificado pelas associações é a confiança do cão; o padrão de indústria mensura em porcentagem a confiança desse cão, tem que correr dentro de 90%. Nenhum cão é 100%.
PELO MUNDO
Inglaterra – 8; Finlândia – 3; França – 1 ; Alemanha – 5; Holanda – 4; Islândia – 3; Indonésia – 1; Irlanda do Norte – 1; Noruega – 13; África do Sul – 2; Suécia – 8; Suíça – 1; EUA – 27; Bélgica – 4; Canadá – 5; Dinamarca – 30; Áustria – 1
CÃES UTILIZADOS PELA
INTERPOL
Cães policiais utilizados em investigação criminal. A 28ª conferência Regional Européia (junho de1999), aceitou a proposta da delegação Húngara, a utilização de cães policiais em investigação criminal. (IEWGPD).
O IEWGPD é responsável por preparar recomendações e regulamentos e apontar a melhor eficiência de cães policiais em investigação de crime e promover a aplicação prática deles. Permitir Países Sócios a se beneficiar das perícias de outros países que têm experiência neste campo.
O grupo de funcionamento é composto de representantes da Bélgica, Croácia, República tcheca, França, Alemanha, Hungria, Itália, Polônia, Rússia, Eslováquia, Reino Unido.
CÃES DE RESGATE E
SALVAMENTO
Algumas raças são perfeitas para busca, pois possuem atributos como: fidelidade, coragem, resistência somados à sua habilidade para cavar e a seu faro apurado.
As raças mais utilizadas para o trabalho de busca e salvamento são Borders, Collies, Pastores Alemães, Labradores, Pastores Belgas Malinois, Goldens.
O treinamento é duro e constante para cães e treinadores. Os treinadores passam várias horas por semana treinando e exercitando seus cães. O elo do adestrador com o cão é fator primordial. Se o cão não estiver motivado a agradar o treinador, o treinamento será impossível.
O BINÔMIO HOMEM/
CÃO É FUNDAMENTAL.
Os cães de Resgate e salvamento são utilizados para localizar crianças perdidas, cadáveres, vítimas afogadas, avalanches, sobreviventes em escombros, fugitivos.
O emprego de cães no auxílio de soterrados é prática comum em Países como: Japão, Estados Unidos e Europa. No México por exemplo, os cães foram de grande eficácia no terremoto ocorrido na década de 80, onde salvaram muitas vidas.
Nos Estados Unidos, os cães trabalharam em turno de 12 horas no World Trade Center, onde encontraram pouquíssimos sobreviventes e inúmeros mortos, possibilitando aos parentes um funeral digno.
Quando se faz o uso de cães de Resgate, o setor público dos Estados Unidos mobiliza uma equipe de assistência veterinária para auxiliar no trabalho se assim necessitar.
No Brasil, o trabalho com cães de Resgate é desenvolvido nos Estados de São Paulo, Distrito Federal, Santa Catarina e Rio de Janeiro, onde a maioria são treinados em corporações militares, desempenhando um papel fundamental, o Corpo de Bombeiros.
O 1º cão de Resgate no Brasil foi uma labradora de nome Nina, falecida em 2004 aos 12 anos; essa cadela foi treinada por Marcelo Coruso da ONG Cães de Resgate.
O corpo de Bombeiros vem obtendo excelentes resultados nas ocorrências de busca e salvamento por meio do ECOS (emprego de cães em operações de salvamento), que além de garantir uma economia de tempo, tem salvado muitas vidas.
CÃES DE DETECÇÃO
Os cães de detecção tem um importante papel nas Forças Armadas, como nas Polícias, sejam elas Federal, Civil ou Militar. Em 2002, os cães do Exército Colombiano descobriram 330 campos minados e 5200 artefatos explosivos. De acordo com o jornal El Tiempo, esses cães estão sofrendo uma campanha de extermínio. A descoberta foi feita durante uma conversa radiofônica entre guerrilheiros, interceptada pelo Exército, onde ofereciam U$450 por cada cão morto.
A guerrilha vê nos cães um obstáculo no avanço das suas tropas nas zonas de combate. A cadela mais ameaçada é Luna, um pastor alemão de 6 anos, considerado o principal farejador do Exército da Colômbia. Ao detectar minas terrestres em um terreno, ela salvou a vida de 500 pessoas.
Além dos cães de narcóticos, explosivos e minas terrestres, que são em sua maioria, treinados em corporações Militares e Federais, vem sendo utilizado muito em pesquisas, cães detectores de tumores. Pesquisadores da Universidade de Cambridge entraram com um pedido de financiamento para testar a teoria de que o olfato dos cães pode ajudar na criação de um sistema de alguns tipos de câncer em estágios iniciais. Eles esperam treinar cães para identificar células cancerígenas em exames de urina, revolucionando o processo de identificação de formas da doença como câncer de próstata.
No momento, a identificação de câncer de próstata é inexata. Os testes de albumina apresentam muitos falsos negativos e falsos positivos. O treinamento já está sendo realizado com dois cães da raça labrador e um pastor alemão.
Outro trabalho realizado com cães de detecção é a identificação prévia de um ataque epilético. Isso só é possível através da mudança de odor hormonal.
OS CÃES DE AJUDA:
GUIAS DE CEGOS /
PARAPLÉGICOS /
SURDOS MUDOS
A história moderna do cão-guia, começa durante a 1ª Guerra Mundial, quando milhares de soldados estavam retornando cegos das batalhas, devido a gases venenosos. Um médico alemão Gerhard Stalling, teve a idéia de treinar cães em massa para ajudar aqueles afetados. Em agosto de 1916, foi aberta a primeira escola de cães-guia do mundo para cegos em Oldenburg. Desde então, estão sendo abertas escolas de cães-guia em todas as partes do mundo. No Brasil temos as seguintes entidades voltadas a esse trabalho: ACGC- Associação Cão Guia de Cegos , em São Paulo; Integra – Instituto de Integração Social e de Promoção da Cidadania, em Brasilia; O Instituto IRIS - De Responsabilidade e Inclusão Social.
A ESCOLHA DO CÃO. RAÇAS UTILIZADAS PARA GUIAS DE CEGO. PRINCÍPIOS DE EDUCAÇÃO E TREINAMENTO.
Atualmente as raças utilizadas no mundo inteiro são: Retriever do Labrador, Golden Retriever, Pastor Alemão, Pastor Branco Suíço, Collie (pêlo longo ou curto), Boxer, além de mestiços de Golden com Labrador ( Inglaterra) e Labrador com Poodle (Estados Unidos da América).
Essas raças possuem temperamento, tamanho e características adequadas para a função. Entretanto, o que importa não é a raça, mas sim o CÃO como indivíduo.
A educação processa-se em diversas fases. A primeira consiste em colocar o cão numa família voluntária que se encarrega de sua educação. Numa segunda fase, o cão é treinado no centro de formação, para responder a cerca de 50 ordens diferentes.
Desviando de obstáculos de altura e largura, ignorando pessoas e animais quando em serviço, sinalizando degraus e calçadas, atravessando ruas em segurança.
A Desobediência Inteligente, é a fase mais importante do adestramento - Em situações inusitadas de perigo o Cão Guia reage desobedecendo a seu usuário e preservando sua integridade.
A SELEÇÃO DOS CÃES GUIAS DE SURDOS MUDOS
A escolha do cão : esses cães são selecionados em abrigos de adoção. São escolhidos cães saudáveis, amigáveis, inteligentes, e enérgicos.
Raças de porte médio e pequeno, como Poodles, Jackie Russel Terriers, Spitzs, Chihuahuas, são as preferidas, além de SRDS e Mestiços.
“Nacho”, uma mestiça de Chihuahua, foi morta por assaltantes depois de despertar o dono dela e a esposa.
Por seu heroísmo, a pequena “Nacho” foi premiada com o Stillman Award ensejado pela Sociedade Humanitária Americana .
CÃES GUIAS DE DEFICIENTES AJUDAM A RECUPERAÇÃO DE DETENTOS E ATUAM COMO GUIAS DE PARAPLÉGICOS
Um gesto pioneiro auxilia cães abandonados, deficientes físicos e presidiárias, reintegrando-os dentro do contexto social:
O Centro de Correção para Mulheres, presídio de segurança máxima, localizado em Purdy (E.U.A), esta desenvolvendo um trabalho inédito de treinamento de cães para auxiliar os deficientes físicos. Os animais, vindos geralmente de abrigos, recebem os cuidados necessários e muito carinho, servindo de estímulo para que as detentas descubram um novo sentido para a vida, se sintam úteis e recuperem a auto-estima, além de propiciar aos deficientes maiores facilidades no dia-a dia, com os cães a seu lado.
O treinamento começa com comandos simples: sente, pare e venha. Depois as detentas ensinam aos cães a acender e apagar luzes, a apoiar pessoas que andam com bengalas, retirar roupa de secadora e colocar em cestas, entre outras tarefas. O trabalho do canil da prisão ocorre pela manhã, quando são limpos e é oferecida a alimentação para dezenas de cães e alguns gatos hospedados no local por seus proprietários. O dinheiro arrecadado com o pagamento pela hospedagem, associado às contribuições e doações, sustentam o programa, sem fins lucrativos.
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