
Quando adentramos uma pista de julgamento para selecionar os melhores exemplares, está claro que além dos detalhes de cada padrão, temos que ter uma visão crítica de alguns problemas, pois são transmissíveis de forma incisiva por gerações.
Sempre que um exemplar apresentar defeito ou falta, que possa comprometer a sua desenvoltura no trabalho ou até a sua sobrevida, devemos ter como norma a penalização, dependendo da gravidade do problema. Tanto qualidade como tipo são importantes, mas as faltas podem determinar defeitos significantes para as futuras gerações em qualquer raça, entretanto, não se deve buscar somente defeitos.
Além disso, existem vários artifícios usados pelos exibidores que nos levam a ter “ilusões de óptica”.
O que temos como ferramenta além do nosso conhecimento, são os aspectos visualizáveis, ou seja, o fenótipo de cada animal.
A seguir, pensemos em possibilidades comuns:
· Problemas de pigmentações – disfarçados com tinturas, rinsagens etc...
· Problemas de pelagem – mascarados por excesso nos desenhos de pelagem
· Problemas de textura – corrigidos com uso abusivo de cosméticos em função de modismos ou invenções
· Problemas de trimming – determinados pela moda, falta de conhecimento básico e uso cada vez maior de “máquinas”
· Problemas de cabeça:
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1. FOCINHO: a análise da trufa nasal permite observar, além dos problemas de pigmentação, os casos de má abertura das narinas (atresia nasal), que dificultam a respiração do cão
2. OLHOS: entrópio, ectrópio, amputação das terceiras pálpebras e presença de úlceras de córnea
3. ORELHAS: amputações mal feitas, passagem de fios, presilhas, elásticos, dobraduras artificiais, otites, etc...
4. BOCA: mordeduras, má oclusão, higienização, falhas dentárias e pigmentação de boca.
· Problemas de pescoço – presença de cicatrizes de remoção de barbelas
· Problemas de cauda – através de passagem de fios, amputações, grooming excessivo, etc...
· Problemas de joelhos – luxações patelares tanto nas raças grandes como nas pequenas.
CONCLUSÃO
Temos, com certeza, muito pouco tempo para avaliação de cada exemplar, mas criando critérios sérios de avaliação (próprios) e que sejam distintos para as várias raças, podemos melhorar a cada show o nosso crivo de seleção.
Em resumo: tocar, sentir, cheirar e, principalmente, observar.
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